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Venezuela vive um mês de mudanças e incertezas após captura de Maduro

Reformas no setor petrolífero, flexibilização de sanções e protestos políticos marcam o cenário sob governo interino de Delcy Rodríguez

Um mês após uma ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos resultar na captura do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela enfrenta um período de transformações políticas e econômicas sob o comando da presidente interina Delcy Rodríguez, em meio a um clima de incerteza e mobilizações populares.

Um dos marcos recentes foi a aprovação de uma ampla reforma no setor petrolífero, que reduz o controle estatal sobre a indústria e reduz impostos para atrair investimentos privados e estrangeiros — incluindo de empresas dos EUA. Paralelamente, o governo americano flexibilizou sanções ao petróleo venezuelano, facilitando transações e operações de empresas norte-americanas no setor.

A flexibilização dos embargos e a retomada de relações com Washington fazem parte de um movimento mais amplo de aproximação diplomática entre os dois países após o fim da administração de Maduro. Planos para reabrir a embaixada dos EUA em Caracas e outros passos nesse sentido estão sendo discutidos.

No plano doméstico, manifestações continuam dividindo a sociedade venezuelana. Em Caracas, milhares de apoiadores de Maduro têm marchado clamando pela libertação do ex-líder e de sua esposa, também capturada na operação de janeiro, enquanto outros setores da população pedem medidas como anistia e mudanças políticas mais profundas.

Especialistas e observadores apontam que o futuro político do país segue “muito incerto”, com desafios tanto no processo de transição de poder quanto no equilíbrio entre pressões internas e externas sobre o governo interino.

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