UEPB prepara implantação de acesso por biometria facial no Câmpus I a partir de 2026

A Universidade Estadual da Paraíba vai adotar controle de acesso por reconhecimento facial na Central Acadêmica Paulo Freire e no CCT. O sistema começa a operar no semestre 2026/1 e integra um pacote que amplia o monitoramento com mais de 600 câmeras, totens de segurança e dispositivos de emergência.
A Universidade Estadual da Paraíba avança na implementação de um novo modelo de controle de entrada no Câmpus I. A instituição confirmou que prédios estratégicos passarão a contar com identificação biométrica facial como requisito para acesso a partir do semestre 2026/1.
A medida será aplicada inicialmente na Central Acadêmica Paulo Freire e no Centro de Ciência e Tecnologia. A instalação das catracas eletrônicas está sendo conduzida pela Pró-Reitoria de Infraestrutura como parte de uma política institucional que incorpora recursos de inteligência artificial ao sistema de vigilância.
Para utilizar o novo modelo, estudantes, docentes e técnicos administrativos deverão atualizar seus dados no Sistema Unificado de Administração Pública. A Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação ficará responsável por orientar o procedimento.
O coordenador da área, Carlos Alberto Chaves Júnior, informou que o cadastro exigirá o envio de fotografia recente, com fundo branco e sem acessórios como óculos ou boné, seguindo padrão semelhante ao adotado em documentos oficiais. A universidade fornecerá à empresa responsável pela tecnologia a relação de usuários aptos ao cadastramento.
De acordo com a pró-reitora de Infraestrutura, Weruska Brasileiro, cada integrante da comunidade acadêmica receberá um link individual para registro da biometria facial. O sistema contará com 12 catracas com reconhecimento facial e o monitoramento das entradas será acompanhado pelo Centro Integrado de Comando e Controle de Campina Grande.
O reforço na segurança também atinge laboratórios que operam com substâncias controladas por órgãos federais. Nesses espaços, o acesso por identificação facial já está em funcionamento, incluindo o Laboratório Multiusuário, o Lapeca de Engenharia Sanitária Ambiental e o Complexo de Laboratórios do CCT.
A ampliação da vigilância inclui ainda quatro câmeras de visão 360 graus em cada andar da Central Acadêmica Paulo Freire e 168 câmeras com reconhecimento facial distribuídas pelo perímetro do campus. Segundo a universidade, os equipamentos utilizam inteligência artificial para detectar movimentações bruscas e possíveis situações de risco.
O sistema de segurança do Câmpus I reúne atualmente mais de 600 câmeras, 14 totens de segurança e dispositivos de emergência conhecidos como “botões de pânico”, que devem iniciar fase de testes ainda neste semestre. Quando acionados, esses dispositivos estabelecem contato imediato com o setor de segurança e com a Polícia Militar.
Fonte: UEPB

