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Relatório da PF aponta novo contrato de R$ 50 milhões ligado ao escritório de Moraes

Um relatório da Polícia Federal, divulgado após a retirada do sigilo determinada pelo ministro André Mendonça, apresenta novos dados da investigação envolvendo o Banco Master. Entre as informações está a identificação de um segundo contrato, no valor de R$ 50 milhões, entre o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, e uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o documento, o contrato foi firmado em maio de 2025 com a Viking Participações e previa a prestação de serviços jurídicos. O acordo também estabelecia a possibilidade de parte dos honorários ser paga por meio de ativos de luxo, incluindo um jatinho executivo e um helicóptero.

O relatório menciona ainda cartões de crédito com limite individual de R$ 300 mil que teriam sido solicitados para dois filhos de Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes. Em manifestação posterior, o escritório confirmou a emissão dos cartões, mas afirmou que eles nunca foram utilizados.

A PF também reuniu mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e direcionadas a Alexandre de Moraes. Uma delas foi enviada em 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão do banqueiro, que ocorreu no Aeroporto de Guarulhos enquanto ele se preparava para embarcar em um jatinho particular.

Na mensagem, Vorcaro perguntou se deveria deixar o país na segunda-feira e fez questionamentos sobre um juiz identificado como Ricardo e sobre Gabriel Galípolo. Segundo a Polícia Federal, porém, os dados recuperados não permitem saber se houve resposta de Moraes, já que foram encontradas apenas anotações enviadas pelo banqueiro.

O escritório Barci de Moraes afirmou, em relação ao primeiro contrato, que realizou consultas de compliance para verificar possíveis impedimentos legais. A banca declarou ainda que não havia previsão de atuação perante o STF, que Alexandre de Moraes nunca julgou processos envolvendo o Banco Master e que os serviços contratados foram efetivamente prestados.

O ministro já havia negado anteriormente ter recebido mensagens atribuídas a ele e classificou como falsa a afirmação de que teria recebido determinados contatos.

O caso também gerou relatos de uma discussão entre Alexandre de Moraes e André Mendonça nos corredores do STF na terça-feira (1º). Segundo essas versões, os ministros teriam conversado após a divulgação do material, em um episódio que teria evoluído para um bate-boca. As assessorias confirmaram a intervenção de integrantes da segurança durante a ocorrência.

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