Professor da UFCG é absolvido pela Justiça em acusações de assédio sexual e moral

O diácono católico e professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, demitido da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) após processos administrativos que apuraram denúncias de assédio sexual e moral contra alunas, foi absolvido pela Justiça nos dois casos por falta de provas suficientes.
Na sentença, a juíza Flávia de Souza Baptista apontou contradições nos relatos apresentados durante o processo e destacou depoimentos de testemunhas que, segundo a decisão, não confirmaram as acusações.
A magistrada também considerou relevante o fato de algumas alunas terem relatado ressentimentos relacionados ao rigor acadêmico do professor. Em um dos depoimentos, uma testemunha admitiu ter ficado contrariada após ser corrigida publicamente em sala de aula e reconheceu que o docente nunca teria praticado contato físico de natureza sexual contra ela.
Outra estudante, que havia feito uma acusação em processo anterior e posteriormente atuou como testemunha no segundo caso, também reconheceu que havia sido reprovada pelo professor e afirmou nunca ter presenciado toques de caráter sexual ou comentários relacionados às roupas da vítima.
As alegações de que Antônio Lisboa cumprimentava alunas com beijos na porta da sala também foram contestadas por testemunhas. A versão sobre um suposto episódio de assédio ocorrido durante um ato em frente à universidade igualmente foi considerada contraditória pela Justiça.
Na avaliação da juíza, não foram apresentadas testemunhas capazes de confirmar as acusações. A sentença concluiu que a versão apresentada pelas acusadoras permaneceu isolada diante dos demais elementos analisados no processo.
Com isso, Antônio Lisboa foi absolvido das acusações, segundo a decisão judicial.


