Petrobras suspende perfuração na Foz do Amazonas após perda de fluido em linhas auxiliares, no litoral do Amapá
A Petrobras informou nesta terça-feira (6) que interrompeu temporariamente a perfuração do poço Morpho, localizado na Foz do Amazonas, após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares que conectam o navio-sonda ao poço. A área da operação fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
De acordo com a estatal, a ocorrência foi registrada no domingo (4) e o vazamento foi rapidamente contido e isolado. Como medida de segurança, a perfuração foi suspensa para que as tubulações afetadas fossem trazidas à superfície, avaliadas e reparadas. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi comunicado imediatamente e informou que não houve vazamento de petróleo.
O material liberado foi fluido de perfuração, conhecido como lama, utilizado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço. Segundo a Petrobras, trata-se de um fluido à base de água, com aditivos de baixa toxicidade e biodegradáveis, dentro dos limites ambientais permitidos.
Em nota, a companhia afirmou que não houve qualquer dano à sonda ou ao poço e que a operação permanece em condições seguras, sem riscos à população ou ao meio ambiente. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, explicou que o problema ocorreu por uma despressurização, resultando no vazamento de fluido hidráulico biodegradável, reforçando que a perfuração ainda não alcançou o petróleo, o que está previsto apenas para fevereiro.
O Ibama confirmou que foi notificado por meio do Sistema Nacional de Emergências Ambientais e que as operações foram interrompidas, com isolamento das linhas afetadas e manutenção da válvula de fundo fechada. A expectativa é que, após os reparos, a Petrobras retome os trabalhos nos próximos dias.
A perfuração na Foz do Amazonas foi autorizada pelo Ibama em outubro de 2025 e tem caráter exclusivamente exploratório. O objetivo é coletar dados geológicos para avaliar a existência de petróleo e gás em escala comercial na Margem Equatorial, região considerada estratégica pelo governo federal e pelo setor energético, mas que enfrenta resistência de ambientalistas.

