Período de viroses respiratórias se intensifica e exige atenção redobrada com prevenção
Os meses de março a agosto marcam, no Brasil, o período de maior circulação de viroses respiratórias e síndromes gripais. Com a combinação de chuvas e temperaturas mais baixas, cresce a incidência de doenças como resfriados, gripes, Covid-19, Síndrome Respiratória Aguda Grave e infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório. Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis.
A SRAG é considerada uma complicação grave, com sintomas como falta de ar intensa, febre e queda na oxigenação. Já o vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de infecções pulmonares em bebês, sendo responsável por grande parte dos casos de bronquiolite e pneumonia nessa faixa etária.
Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Além disso, medidas como evitar aglomerações, utilizar máscara em ambientes fechados ou na presença de pessoas gripadas, manter boa hidratação e alimentação equilibrada ajudam a reduzir os riscos.
De acordo com a pediatra Adrianna Araruna, da Unimed João Pessoa, a prevenção contribui para quadros mais leves da doença. Ela orienta que, em casos de sintomas leves, pacientes busquem atendimento médico, inclusive por teleconsulta, evitando deslocamentos desnecessários e exposição a casos mais graves.
A médica ressalta que, na maioria dos casos, as viroses são autolimitadas e não exigem uso excessivo de medicamentos. No entanto, crianças menores de dois anos e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas devem receber atenção especial e procurar atendimento presencial diante de qualquer agravamento.
Para atender ao aumento da demanda, a Unimed João Pessoa estruturou um plano de contingência, com ampliação de serviços como teleconsulta, atendimento pediátrico e unidades de urgência. A rede também prepara a abertura de um novo hospital pediátrico na capital, com previsão de ampliar a capacidade de atendimento infantil.

