Mudanças no tráfego da BR-230 geram críticas de motoristas em Campina Grande

Alterações no fluxo da BR-230, na altura do km 153, têm provocado confusão entre motoristas que circulam por Campina Grande. O DNIT reconhece que o projeto ainda está em fase de execução e afirma que um retorno será implantado para corrigir os impactos no tráfego.
As recentes modificações no fluxo da BR-230, na altura do km 153, em Campina Grande, transformaram o deslocamento de motoristas em um teste de paciência. Apesar de o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes afirmar que a sinalização no local é suficiente, condutores que utilizam o trecho próximo ao Cemitério Parque da Paz relatam dificuldades de orientação e aumento significativo no tempo de viagem.
Segundo os motoristas, a principal causa da lentidão é o bloqueio da alça de acesso, que alterou o trajeto habitual e gerou insegurança para quem não conhece bem a nova dinâmica do trânsito. A situação tem sido alvo de críticas constantes nos últimos dias.
Uma das reclamações mais recorrentes aponta uma possível falha no projeto, relacionada à ausência de um retorno que permita o fluxo de veículos no sentido de Queimadas, especialmente para quem sai da região do bairro do Itararé. A falta dessa alternativa obriga motoristas a percorrerem distâncias maiores para retomar o trajeto desejado.
Procurado pela reportagem do Hora Agora, o DNIT esclareceu, por meio de nota, que o retorno ainda será implantado e já está previsto no projeto executivo da obra. De acordo com o órgão, os veículos que saem do Itararé devem acessar a alça à direita no primeiro viaduto, seguindo para a BR-104, no sentido Alpargatas. O retorno, ainda não executado, permitirá tanto o deslocamento em direção ao Aeroporto quanto o acesso à BR-104 com destino a Queimadas.
O DNIT informou ainda que toda a sinalização definitiva, tanto horizontal quanto vertical, além dos dispositivos de segurança, está prevista no projeto para todos os viadutos e para toda a extensão da duplicação da BR-230. No momento, o trecho conta apenas com sinalização vertical de obras, mas a sinalização operacional completa será implantada à medida que os serviços avancem.
Enquanto as intervenções não são concluídas, motoristas seguem enfrentando transtornos e cobram maior clareza nas orientações e agilidade na execução das etapas previstas.

