Paraíba

Lista suja do trabalho escravo acende alerta na Paraíba com 18 empregadores citados

A atualização semestral da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, acende um sinal de alerta para as relações trabalhistas na Paraíba. O estado aparece com 18 empregadores incluídos no cadastro, com ocorrências registradas em cidades como João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo.

A lista, considerada um instrumento de transparência e controle social, reúne casos de violações graves, principalmente nos setores da construção civil e da extração em pedreiras.

De acordo com os dados, oito dos nomes são novas inclusões, enquanto outros nove permanecem no cadastro por reincidência ou pendências administrativas. O cenário acompanha o aumento das ações de fiscalização no estado. Entre 2023 e 2025, o número de trabalhadores resgatados em condições degradantes cresceu 263%, chegando a 225 pessoas apenas em 2025, muitas delas aliciadas para atuar em obras na Região Metropolitana da capital.

Em contraponto, o Sindicato da Indústria da Construção Civil da Paraíba contestou as inclusões. Em nota, a entidade classificou os registros como indevidos e afirmou que não há submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão no setor. O sindicato informou ainda que as empresas citadas adotaram medidas judiciais para questionar as decisões.

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