Política

Lindbergh Farias aciona a Polícia Federal contra Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira por suposta campanha que incentivaria intervenção militar estrangeira

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou nesta terça-feira (6) uma representação na Polícia Federal (PF) pedindo a abertura de um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Segundo Lindbergh, há indícios de uma ação articulada entre os três políticos que, em sua avaliação, ultrapassa a crítica política e pode configurar crimes contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito. 

Na representação, o deputado organiza uma linha do tempo com declarações públicas e postagens atribuídas aos três, que, segundo ele, normalizariam a ideia de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. O episódio mais recente citado teria ocorrido dois dias após a ofensiva norte-americana contra a Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro. 

Lindbergh afirma que certas falas e conteúdos publicados nas redes sociais extrapolam o debate político e podem caracterizar crimes previstos no Código Penal, como associação criminosa, atentado à soberania nacional, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O parlamentar defende que a atuação dos três representados estimula a ideia de intervenção armada estrangeira com o objetivo de “depôr o governo legitimamente constituído”. 

Entre os exemplos citados estão declarações atribuídas a Eduardo Bolsonaro sobre a facilidade de “portas-aviões no Lago Paranoá” em referência a uma eventual ação militar externa e publicações de Nikolas Ferreira com montagens que sugerem a captura e rendição do presidente da República por tropas estrangeiras. Flávio Bolsonaro, por sua vez, teria questionado a legitimidade das eleições de 2026 e sugerido interferência dos EUA em processos internos brasileiros, segundo o documento. 

O pedido de Lindbergh inclui solicitações de medidas urgentes para preservação de provas digitais, requisição de dados às plataformas, perícias forenses e, se necessário, quebras de sigilo para apurar a coordenação, o alcance e a autoria da suposta campanha.  

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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