Justiça rejeita ação contra Cristiano Zanin e mantém partilha de lucros de antigo escritório
Pedido para rever partilha milionária foi considerado prescrito pela Justiça de São Paulo
A Justiça de São Paulo decidiu a favor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, em uma disputa judicial movida pelo sogro e ex-sócio, Roberto Teixeira, que buscava rever a divisão de lucros do antigo escritório de advocacia da família.
Na decisão, o juiz Ricardo Augusto Ramos acolheu os argumentos da defesa de Zanin e de sua esposa, Valeska Martins, e entendeu que o pedido estava prescrito, já que a distribuição dos lucros ocorreu em dezembro de 2013. O magistrado também destacou que não foram comprovadas irregularidades na condução dos negócios da sociedade.
Com isso, foi mantida a participação do casal no antigo escritório, que atuou na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processos relacionados à Operação Lava Jato. Antes de assumir uma cadeira no STF, Zanin teve atuação destacada nesses casos, que resultaram na reabilitação política de Lula.
O fim da sociedade ocorreu em agosto de 2022, quando Zanin e Valeska fundaram o escritório Zanin Martins. Atualmente, o escritório é comandado apenas por Valeska. Segundo Roberto Teixeira, a separação não ocorreu de forma amigável, mas a decisão judicial afastou qualquer risco de revisão da participação financeira de Zanin na antiga sociedade.

