Paraíba

Justiça mantém prisão de delegado investigado na Operação Perfidus e nega pedido de domiciliar

Braz Morroni permanecerá no Presídio Especial Valentina de Figueiredo; investigação apura tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas

O delegado da Polícia Civil Braz Morroni teve a prisão temporária mantida pela Justiça durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (2), em João Pessoa. A decisão foi proferida pela juíza Michelline Jatobá, da 1ª Vara Regional do Juízo de Garantias, que também negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

Com a decisão, o delegado permanecerá recolhido no Presídio Especial Valentina de Figueiredo, na capital paraibana.

Braz Morroni é um dos investigados na Operação Perfidus, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção, associação com traficantes e vazamento de informações sigilosas.

Durante a audiência, a defesa questionou o uso de algemas no momento da prisão. Ao analisar o caso, a magistrada considerou a medida justificada diante do material apreendido na residência do delegado, incluindo munições de calibre 5.56, cartuchos de espingarda calibre 12, munições de pistolas .40 e 9 mm, coletes balísticos e duas armas de fogo.

Segundo as investigações, agentes públicos teriam utilizado informações privilegiadas sobre imóveis e veículos ligados ao tráfico para realizar ações clandestinas com aparência de operações policiais legítimas. Parte das drogas apreendidas nessas ações, conforme a apuração, teria sido desviada e comercializada ilegalmente, inclusive dentro do sistema prisional.

Os investigadores também apuram suspeitas de manipulação de procedimentos policiais, retirada clandestina de entorpecentes armazenados em unidades policiais e repasse de informações sigilosas a integrantes de organizações criminosas.

A Operação Perfidus cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados.

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