Justiça aumenta para mais de 32 anos pena de pediatra condenado por estupro de vulnerável na Paraíba
Tribunal de Justiça rejeitou recurso da defesa e reconheceu mais uma condenação contra Fernando Paredes Cunha Lima, ampliando a pena de 22 para 32 anos de prisão.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu, por unanimidade, aumentar a pena do pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável. A decisão foi tomada nesta terça-feira (2), após a rejeição de um recurso apresentado pela defesa do médico.
Com o novo entendimento dos desembargadores, a pena passou de 22 anos, 5 meses e 2 dias para 32 anos e 17 dias de prisão. O relator do caso, desembargador Ricardo Vital, votou pela manutenção da condenação, sendo acompanhado pelos desembargadores Joás Filho e João Benedito.
A defesa alegava supostas nulidades processuais e pedia a absolvição do acusado, mas os argumentos foram rejeitados. O advogado informou que pretende recorrer novamente da decisão.
O recurso analisado refere-se ao primeiro processo em que o médico foi condenado. Na sentença de primeira instância, proferida em julho de 2025, Fernando Cunha Lima foi condenado por dois crimes e absolvido de outros dois envolvendo vítimas crianças.
Ao julgar o caso em segunda instância, os desembargadores mantiveram as duas condenações anteriores e ainda reconheceram a existência de provas suficientes para condená-lo por mais um crime de estupro de vulnerável. A nova condenação acrescentou 9 anos, 7 meses e 15 dias à pena.
Além desse processo, o pediatra já havia sido condenado em março de 2026 em outra ação pelo mesmo crime, recebendo pena de 20 anos de prisão.

