Haddad diz que caso do Banco Master pode ser a maior fraude bancária da história do Brasil
Ministro da Fazenda destaca interesse público no caso devido à participação de bancos públicos no FGC

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o caso envolvendo o Banco Master pode ser “a maior fraude bancária” já registrada na história do Brasil. A declaração foi feita após a liquidação da instituição financeira, que ocorreu em novembro de 2025, por conta de uma grave crise de liquidez. Com a falência do banco, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que vai ressarcir cerca de 1,6 milhão de credores com R$ 41 bilhões, tem chamado atenção, especialmente porque é capitalizado por bancos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que respondem por um terço da capitalização do fundo.
Haddad comentou sobre o impacto do caso, destacando que ele não envolve apenas os credores do Banco Master, mas também recursos de bancos públicos, o que traz uma perspectiva de interesse público. “Estamos diante de uma situação que exige cuidado, pois podemos estar lidando com uma fraude de grandes proporções”, declarou.
O Banco Central (BC), que liquidou a instituição, é alvo de um processo no Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga se houve falhas na gestão do processo. Contudo, na última segunda-feira (12), o BC retirou um recurso sobre uma inspeção inicialmente determinada pelo TCU, sinalizando que o tema não precisará ser levado ao plenário da Corte.
Haddad reiterou o apoio do Ministério da Fazenda ao Banco Central, afirmando que o BC tem agido com transparência e competência técnica. “Estou seguro do trabalho realizado. Se a intenção for boa, a transparência sempre ajudará”, finalizou.
FOTO: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

