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Guerra entre EUA, Israel e Irã completa uma semana com mais de 1.200 mortos e tensão crescente no Oriente Médio

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã completou uma semana marcada por ataques diretos, retaliações militares e aumento da tensão no Oriente Médio. Até o momento, os confrontos já deixaram mais de 1.200 mortos e provocaram o reforço da presença militar de diversos países na região.

Nos últimos dias, ofensivas com mísseis e drones se intensificaram, enquanto países europeus e do Golfo ampliaram seus sistemas de defesa diante do risco de uma escalada ainda maior do conflito.

Ataque inicial de EUA e Israel

O conflito se intensificou após um grande ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã, realizado no dia 28 de fevereiro. O presidente americano Donald Trump afirmou que a ofensiva tinha como objetivo enfraquecer as forças armadas iranianas, destruir o programa de mísseis do país e pressionar por uma mudança de regime.

Segundo a Casa Branca, a operação tinha quatro metas principais: destruir a marinha iraniana, reduzir a capacidade de mísseis balísticos do país, impedir ataques de aliados iranianos contra interesses americanos e evitar que o Irã desenvolva armas nucleares.

Morte do líder supremo do Irã

Durante os ataques, o líder supremo iraniano Ali Khamenei morreu aos 86 anos. A informação foi confirmada pela imprensa estatal iraniana, que informou que ele foi atingido em seu escritório.

Após a morte, o governo iraniano decretou luto oficial de 40 dias e sete dias de feriados nacionais.

Novo comando provisório

Depois da morte de Khamenei, o clérigo Alireza Arafi foi nomeado integrante do Conselho de Liderança temporário do país. Ele divide a função com o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei, até que um novo líder supremo seja escolhido pela Assembleia de Peritos.

Fechamento do Estreito de Ormuz

Na segunda-feira (2), o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para navios dos Estados Unidos, Israel e países europeus. A região é estratégica para o comércio global de petróleo, já que cerca de um quinto do consumo mundial do produto passa pelo local.

Trump afirmou que os Estados Unidos podem escoltar navios que cruzem a área, caso seja necessário.

Retaliações e mortes de militares

Na quarta-feira (4), o Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou a morte de dois militares após um ataque iraniano contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. Com isso, o número de soldados americanos mortos no conflito subiu para seis.

Em resposta, forças americanas afundaram um navio de guerra iraniano próximo à costa do Sri Lanka, provocando a morte de 87 militares.

Europa reforça presença militar

Diante da escalada do conflito, países europeus também reforçaram suas posições. O Reino Unido enviou helicópteros de defesa antidrone e um navio de guerra para o Chipre.

A França deslocou o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e fragatas de escolta para o Mar Mediterrâneo, além de reforços de defesa aérea. Já a Grécia enviou duas fragatas para a região.

Ataques contra países do Golfo

Na quinta-feira (5), o Irã lançou novos ataques contra países do Golfo. O Catar informou que 14 mísseis balísticos e quatro drones foram disparados contra o país, sendo quase todos interceptados.

Também houve interceptações de mísseis nos Emirados Árabes Unidos e registro de danos materiais no Bahrein, sem vítimas.

Envolvimento de Rússia

Segundo reportagem do jornal The Washington Post, a Rússia estaria fornecendo informações ao Irã sobre a localização de navios e aeronaves dos Estados Unidos no Oriente Médio.

Autoridades ouvidas pela publicação afirmam que o Kremlin teria compartilhado dados de inteligência para auxiliar ataques contra forças americanas.

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