Governo inclui Amado Batista e BYD na Lista Suja do trabalho escravo

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta segunda-feira (6) a atualização da chamada Lista Suja do trabalho escravo, incluindo 169 novos nomes entre pessoas físicas e jurídicas.
Entre os citados estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD. Com a atualização, o cadastro passa a reunir 613 empregadores responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
De acordo com o governo federal, Amado Batista foi autuado em duas fiscalizações realizadas em 2024, em propriedades ligadas ao cultivo de milho no estado de Goiás. Ao todo, 14 trabalhadores foram identificados em condições irregulares, sendo quatro resgatados em uma área arrendada. As irregularidades incluem jornada exaustiva. Em nota, a defesa do cantor afirmou que as obrigações trabalhistas foram regularizadas após assinatura de termo com o Ministério Público do Trabalho.
Já a BYD foi responsabilizada após a identificação de mais de 160 trabalhadores chineses em condições degradantes durante a construção de uma fábrica em Camaçari, na Bahia. Posteriormente, o número de trabalhadores resgatados chegou a 224. A fiscalização apontou jornadas excessivas e alojamentos precários, com problemas estruturais e sanitários.
A Lista Suja, criada em 2003, reúne empregadores que tiveram processos administrativos concluídos após fiscalização e direito de defesa. Apesar de não gerar punições diretas, o cadastro é utilizado por instituições financeiras e empresas como critério para concessão de crédito e manutenção de contratos.

