Paraíba

Estratégia eleitoral e “maldição do segundo voto” podem influenciar disputa para o Senado na Paraíba

A disputa para o Senado em 2026 na Paraíba já é alvo de cálculos políticos complexos. Em eleições com duas vagas, o chamado “segundo voto” pode transformar favoritos em derrotados, como aconteceu com o ex-senador Cássio Cunha Lima em 2018, que passou de favorito a quarto colocado.

O funcionamento é simples, mas traiçoeiro: cada eleitor pode votar em dois candidatos ao Senado. Assim, a vitória depende não apenas do primeiro voto, mas também de como os segundos votos se distribuem entre os candidatos.

Em 2018, os eleitos foram Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Daniella Ribeiro (PP). Apesar de não serem aliados, a dobradinha informal entre eles garantiu que a maioria dos eleitores escolhesse o par como primeiro e segundo votos, deixando Cássio Cunha Lima de fora.

Para 2026, o cálculo político segue semelhante. Entre os potenciais candidatos, estão o governador João Azevêdo (PSB) e o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Rep). A estratégia das campanhas envolve captar tanto o primeiro voto quanto o segundo, utilizando alianças e apoios municipais.

A expectativa é que Veneziano consiga o segundo voto de eleitores de João e Nabor, enquanto Nabor, com o apoio do presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos), tente conquistar os segundos votos dos eleitores de João e Veneziano. Esse cenário deixa o favorito da vez, João Azevêdo, em uma posição delicada, dependendo da articulação política e do legado de seu governo para evitar surpresas semelhantes às de Cássio em 2018.

O resultado final permanece imprevisível, reforçando a complexidade e os riscos de eleições para o Senado com duas vagas na Paraíba.

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