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Dono do Banco Master é transferido para presídio federal de Brasília e ficará em isolamento inicial

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, chegou na tarde desta quinta-feira (6) ao presídio federal de Brasília, onde ficará custodiado após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com os procedimentos do sistema penitenciário federal, Vorcaro passará pelos primeiros 20 dias no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Nesse período, o detento permanece em isolamento em uma cela individual de aproximadamente 6 metros quadrados, sem contato com outros presos.

A cela possui apenas cama, mesa para refeições e banheiro com pia e chuveiro. O banho de sol também ocorre de forma isolada. Após o período inicial, o setor de inteligência da unidade avaliará o perfil do detento para definir em qual ala ele ficará dentro da penitenciária.

Ao ingressar na unidade, o empresário recebeu o kit padrão entregue aos custodiados, composto por roupas, calçados, lençóis, cobertor, travesseiro e itens de higiene pessoal. Antes da transferência, ele passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

A penitenciária federal de Brasília é considerada uma das unidades de segurança máxima do país. No local cumprem pena integrantes de organizações criminosas, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder da facção Primeiro Comando da Capital.

O sistema penitenciário federal adota rígidas medidas de controle. As visitas ocorrem em parlatório, separadas por vidro e sem contato físico, com todas as conversas monitoradas e gravadas. Não há visitas íntimas.

Antes de ser transferido para Brasília, Vorcaro estava custodiado na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. O cunhado dele, o pastor e empresário Fabiano Zettel, também investigado na operação, permanece preso naquela unidade.

A transferência foi solicitada pela Polícia Federal, que apontou a necessidade de proteger a integridade física do investigado. Segundo a corporação, o empresário teria capacidade de articulação e influência em diferentes setores do poder público e da iniciativa privada.

Vorcaro é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude bilionária, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas ao Banco Master. Conforme a investigação, ele faria parte de um grupo informal conhecido como “A Turma”, que teria atuado para monitorar e intimidar pessoas consideradas adversárias do banqueiro.

Em depoimento, Vorcaro negou as acusações. A defesa solicitou ao Supremo Tribunal Federal acesso aos elementos que fundamentaram a prisão preventiva.

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