Dólar recua e Ibovespa sobe com mercados atentos à crise na Venezuela e a dados econômicos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/f/D/MS4yEaTkqIFoMjdGfx3A/2025-12-31t181616z-716243511-rc2tria44ux8-rtrmadp-3-usa-moneymarket-liquidity.jpg)
O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (6) em queda de 0,48%, cotado a R$ 5,3794. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,11% e fechou aos 163.664 pontos. Os movimentos refletiram a reação dos mercados às tensões políticas envolvendo a Venezuela, além da divulgação de indicadores econômicos e discursos no Brasil e nos Estados Unidos, que influenciam as expectativas para 2026.
No cenário internacional, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganharam destaque. Ele afirmou que a Venezuela não deve realizar eleições nos próximos 30 dias e sinalizou a possibilidade de subsídios do governo americano para que empresas de energia dos EUA participem da reconstrução da indústria petrolífera venezuelana.
No Brasil, os investidores repercutiram os dados da balança comercial de 2025, que registrou o pior desempenho dos últimos três anos. O superávit foi de US$ 68,3 bilhões, representando uma queda de 7,9% em relação ao ano anterior. Sob impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 6,6%, passando de US$ 40,37 bilhões para US$ 37,72 bilhões.
Ainda no exterior, o mercado acompanhou a divulgação do PMI de dezembro dos Estados Unidos, indicador que mede o ritmo da atividade econômica, além do discurso de Tom Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, que pode trazer sinalizações sobre os próximos passos da política de juros americana.
A prisão de Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos aumentou a volatilidade nos mercados na segunda-feira (5) e segue influenciando o sentimento dos investidores. As incertezas geopolíticas e os possíveis impactos sobre o mercado de petróleo estão no centro das atenções. Trump afirmou que os EUA passariam a controlar o petróleo venezuelano e que empresas americanas retornariam ao país para recuperar a infraestrutura do setor.
A produção de petróleo da Venezuela caiu de forma acentuada nas últimas décadas, afetada por problemas de gestão e pela redução de investimentos estrangeiros após a nacionalização do setor nos anos 2000. Parte do mercado avalia que, com a ação dos Estados Unidos, o petróleo venezuelano possa voltar a circular com mais força, ampliando a oferta global da commodity.
Autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos já discutem a exportação de petróleo bruto venezuelano para refinarias americanas, segundo a agência Reuters, que cita fontes dos governos, da indústria e do setor de transporte marítimo. De acordo com essas informações, um eventual acordo redirecionaria carregamentos que antes tinham a China como destino.
No mercado acionário internacional, Wall Street fechou em alta. O S&P 500 subiu 0,62%, o Nasdaq avançou 0,61% e o Dow Jones ganhou 1,02%, aproximando-se da marca de 50 mil pontos. As ações do setor de petróleo recuaram após os ganhos da sessão anterior, enquanto empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial registraram forte valorização, impulsionadas por expectativas positivas apresentadas durante a Consumer Electronics Show, em Las Vegas.
Na Europa, as bolsas encerraram o dia em alta e renovaram recordes, sustentadas pelo otimismo com a economia da região. O Stoxx 600 subiu 0,63%, o FTSE 100 avançou 1,18%, o DAX teve alta de 0,09% e o CAC 40 registrou ganho de 0,32%.
Na Ásia, os principais índices também fecharam no campo positivo, com destaque para as bolsas chinesas, que alcançaram os maiores níveis em mais de uma década. O movimento foi impulsionado pela valorização de metais não ferrosos, pelo desempenho do setor financeiro e pelo otimismo antes do Ano Novo Lunar.
Foto: Rick Wilking/Reuters

