Delegado da Polícia Civil da Paraíba é preso em operação contra tráfico e vazamento de informações sigilosas
Braz Morrone, titular da DCCPAT em João Pessoa, está entre os investigados da Operação Perfídia, que apura ligação de agentes públicos com organização criminosa
O delegado da Polícia Civil da Paraíba, Braz Morrone de Paiva Júnior, foi preso na manhã desta terça-feira (2), durante a Operação Perfídia, deflagrada em João Pessoa para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e repasse de informações sigilosas.
Titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT), Braz Morrone tem mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil da Paraíba. Ele ingressou na corporação em 2004, após aprovação em concurso público, e já atuou em delegacias de cidades como Cuité, Itabaiana e Campina Grande, além da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.
Segundo as investigações, o grupo criminoso contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam estruturas do Estado para beneficiar atividades ilícitas. A Justiça determinou o cumprimento de nove mandados de prisão, 24 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.
Além de Braz Morrone, também foram presos os agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba” ou “Bombado”, apontado como operador central do esquema, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”, suspeito de participação direta em subtrações de drogas e monitoramento de carregamentos.
Também foram presos:
• João Wicttor Alves de Lima
• Brendo Roberth Fernandes Sobral
• Paulo Ricardo Barbosa de Souza, o “Galinha”
• José Alexandrino de Lira Júnior, o “Júnior Lira”
• Vanessa Dantas Fernandes
• Dankennedy Vieira Brito da Silva, o “Babau”
De acordo com a Polícia Civil, os investigados tinham acesso a informações sigilosas sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes. O nome da operação, “Perfídia”, faz referência à suposta traição e deslealdade atribuídas aos envolvidos.
Até a última atualização, as defesas dos investigados não haviam sido localizadas.

