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Contrato do Banco Master com escritório de Lewandowski seguiu após posse do ex-ministro no Ministério da Justiça

O escritório de advocacia ligado ao ex-ministro Ricardo Lewandowski manteve contrato de consultoria jurídica com o Banco Master por cerca de dois anos após ele assumir o Ministério da Justiça. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e somou aproximadamente R$ 6,5 milhões brutos.

O contrato de consultoria jurídica entre o Banco Master e o escritório Lewandowski Advocacia permaneceu em vigor por quase dois anos depois de Ricardo Lewandowski assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Lula. O acordo, firmado em agosto de 2023, previa o pagamento mensal de R$ 250 mil e foi encerrado apenas em setembro de 2025.

Com isso, o contrato rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório, sendo aproximadamente R$ 5,25 milhões pagos após a posse de Lewandowski no ministério, ocorrida em janeiro de 2024. A contratação teria atendido a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, que também indicou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para prestar serviços ao banco.

Ao assumir o comando do Ministério da Justiça, Lewandowski formalizou sua saída da sociedade de advogados em 17 de janeiro de 2024 e suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil. Desde então, o escritório passou a ser conduzido por seus filhos, Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski.

O contrato previa a prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico. Entre as atribuições estava a participação em reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master. Durante todo o período contratual, Lewandowski participou de apenas duas dessas reuniões. Após sua ida para o governo, o escritório passou a ser representado por Enrique Lewandowski.

Segundo informações apuradas, apesar da continuidade dos pagamentos, não houve registro de entregas relevantes por parte do escritório ao banco nesse período. Em nota, a assessoria de Ricardo Lewandowski informou que ele deixou completamente a advocacia ao aceitar o convite para o ministério e deixou de atuar em quaisquer casos, ressaltando que sua saída do escritório ocorreu de forma regular e formal.

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