Comunidade terapêutica irregular é interditada em Lagoa Seca após operação conjunta

Uma operação coordenada pela Promotoria de Saúde de Campina Grande resultou na interdição de uma comunidade terapêutica que funcionava de forma irregular na zona rural de Lagoa Seca, no Sítio Imbaúba.
A ação contou com o apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, da Agência Estadual de Vigilância Sanitária e de órgãos da área de saúde e assistência social. Os trabalhos foram coordenados pela promotora Adriana Amorim.
Durante a fiscalização, foram encontrados 22 internos em condições irregulares, incluindo dois idosos e um adolescente, o que contraria a legislação que proíbe a convivência entre menores e adultos nesse tipo de instituição. Também foram identificadas falhas sanitárias, ausência de documentação e indícios de internações compulsórias irregulares, além de pacientes sob efeito de medicação.
O adolescente foi encaminhado ao Conselho Tutelar, enquanto um dos internos, oriundo de outro estado, foi direcionado para atendimento em um centro especializado em saúde mental. Segundo os órgãos envolvidos, a instituição vinha mudando de endereço com frequência para evitar ações de fiscalização.
A investigação teve início após um caso grave registrado no fim de março, quando um interno foi brutalmente agredido por outro dentro da unidade, resultando em ferimentos severos.
O espaço foi interditado e os responsáveis terão prazo para regularização, embora, diante da gravidade das irregularidades, a expectativa seja de que a unidade não volte a funcionar no município. A ação reforça a importância da fiscalização em locais de acolhimento, visando garantir a segurança e os direitos dos pacientes.
Com informações – Blog do Márcio Rangel

