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Agência Internacional de Energia Atômica confirma ataque à central nuclear de Natanz Nuclear Facility

A Agência Internacional de Energia Atômica confirmou nesta terça-feira, 3, que a central nuclear de Natanz, no Irã, foi atingida durante a ofensiva envolvendo Estados Unidos e Israel. É a primeira vez que um ataque direcionado ao programa nuclear iraniano é oficialmente reconhecido desde o início da atual campanha militar.

Segundo a AIEA, imagens de satélite mostram danos na entrada do complexo subterrâneo. A instalação já havia sido bombardeada em junho do ano passado, quando forças norte-americanas atingiram três unidades nucleares iranianas.

O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, informou que não há risco imediato de vazamento radioativo. No entanto, alertou que o cenário de guerra amplia o perigo de contaminação e que, em caso de acidente, poderia haver necessidade de evacuação de grandes contingentes populacionais.

Bombardeiros B-2 e uso de base estratégica

Ainda não foi confirmado oficialmente se o ataque partiu de forças norte-americanas ou israelenses. No domingo, quatro bombardeiros furtivos Northrop B-2 Spirit realizaram missão sobre território iraniano. A aeronave é capaz de transportar bombas de penetração profunda, usadas contra estruturas fortificadas.

Os aviões decolaram do estado do Missouri e realizaram voos de longa duração com apoio de caças e aeronaves de reabastecimento. A utilização da base de Diego Garcia gerou impasse diplomático inicial com o governo do Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer autorizou posteriormente o uso da instalação para ações classificadas como defensivas.

Programa nuclear no centro da crise

O programa nuclear iraniano tem sido apontado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como principal justificativa para o confronto. Em 2018, durante seu primeiro mandato, Trump retirou os Estados Unidos do acordo internacional que limitava o enriquecimento de urânio iraniano em troca do alívio de sanções.

De acordo com a AIEA, o Irã possui atualmente 440,9 quilos de urânio enriquecido a 60%, volume que, se refinado para uso militar, poderia permitir a produção de múltiplos artefatos nucleares rudimentares.

Também nesta terça-feira, a estatal russa Rosatom anunciou a suspensão das operações na usina de Bushehr, construída e operada pela companhia no Irã, como medida preventiva diante do risco de novos ataques.

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