Aeroclube da Paraíba cobra mais de R$ 40 milhões de ex-presidente por supostas irregularidades

O Aeroclube da Paraíba cobra judicialmente mais de R$ 40 milhões do ex-presidente Alberto Gomes Batista por supostos prejuízos decorrentes de contratos e negócios realizados durante sua gestão. Os processos tramitam na 9ª Vara Cível da Capital, em João Pessoa.
Os principais questionamentos envolvem contratos com as empresas FCK e CMO Construções. Entre as alegações estão pagamentos que, segundo o Aeroclube, não teriam documentação suficiente, obras com possíveis divergências entre os serviços contratados e os efetivamente executados e negócios envolvendo patrimônio da entidade sem, conforme a acusação, autorização adequada dos associados.
Um dos casos envolve a construção da pista do Aeroclube. Um relatório do DER de Pernambuco apontou diferença significativa entre a quantidade de asfalto indicada em um documento apresentado e a estimativa feita durante inspeção técnica. A entidade calcula possível prejuízo de aproximadamente R$ 20 milhões.
Alberto Gomes Batista nega as irregularidades. Sua defesa afirma que os pagamentos foram realizados de acordo com medições e notas fiscais, que houve aprovação dos associados para determinadas operações e que o relatório do DER/PE teria utilizado uma certidão técnica que posteriormente foi corrigida.
A CMO Construções também contesta as acusações. A empresa afirma ter executado integralmente os serviços contratados, possuir documentação fiscal e técnica das obras e não ter recebido imóveis do Aeroclube como pagamento. Segundo a construtora, existem valores que ainda seriam devidos pelo Aeroclube.
Os processos ainda estão em andamento e não há decisão judicial definitiva sobre as acusações.


