Acidentes na BR-104 entre Lagoa Seca e Campina Grande crescem quase 140% em um ano
O número de acidentes de trânsito registrados na BR-104, no trecho entre os municípios de Lagoa Seca e Campina Grande, aumentou de forma expressiva em apenas um ano. Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que as ocorrências passaram de 18, em 2024, para 43 em 2025, o que representa um crescimento de quase 140%.
O trecho analisado compreende a área da rotatória do antigo Lindão, em Campina Grande, até a ponte do Quicé, no sentido do município de São Sebastião de Lagoa de Roça. Segundo a PRF, o número de mortes permaneceu estável, com um óbito registrado em cada um dos dois anos analisados.
De acordo com o chefe da 2ª Delegacia da PRF em Campina Grande, Jocênio Braga, cerca de 60% dos acidentes registrados no local envolveram uma ou duas motocicletas. Os dados também apontam aumento no número de vítimas feridas. Em 2025, foram contabilizadas 30 pessoas com ferimentos leves, contra 19 no ano anterior. Já os feridos graves passaram de 7 para 16 no mesmo período.
As colisões mais comuns no trecho são traseiras e transversais. A PRF explica que esse padrão de acidentes é característico de áreas com interrupção no fluxo de veículos, motivada principalmente pela grande quantidade de acessos à rodovia.
Sobre a presença de lombadas, Jocênio Braga classificou os dispositivos como um “mal necessário”. Segundo ele, embora o ideal seja que nada interfira no fluxo de uma rodovia federal, o avanço da urbanização, o crescimento da frota de veículos e a abertura de acessos para condomínios às margens da pista justificam a instalação dos redutores de velocidade. O objetivo, conforme a PRF, é diminuir a velocidade dos veículos e reduzir os índices de acidentes.

