Ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã amplia conflito no Oriente Médio
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã na madrugada deste sábado, 28. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades iranianas. Em reação, o governo iraniano lançou mísseis contra o território israelense e atingiu bases americanas na região.
Autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos da ofensiva, mas não há confirmação sobre os resultados. A Reuters informou que Khamenei não estaria em Teerã. A agência estatal IRNA declarou que o presidente está em segurança.
Segundo a Reuters, fontes apontam que o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques. A informação não foi confirmada oficialmente pelo governo iraniano. A imprensa estatal do país relata 201 mortos e 747 feridos em 24 províncias.
O Exército americano afirmou que não houve militares feridos e classificou como mínimos os danos às bases dos EUA após a retaliação. Explosões também foram registradas em países com presença militar americana, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. No Bahrein, prédios residenciais foram atingidos, segundo o governo local. Nos Emirados, autoridades informaram a interceptação de mísseis e confirmaram uma morte em Abu Dhabi.
Diante da escalada, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio. As operações no aeroporto de Dubai foram interrompidas, e voos que partiram de São Paulo com destino a Dubai e Doha retornaram. A mídia iraniana também informou o fechamento do Estreito de Ormuz por razões de segurança.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o objetivo da operação é eliminar o programa nuclear iraniano e conter ameaças à segurança americana. O Pentágono classificou a ofensiva como “fúria épica” e indicou que as ações podem durar vários dias. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ação busca eliminar o que chamou de ameaça existencial representada pelo regime iraniano.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã definiu o ataque como agressão militar criminosa e afirmou que responderá com firmeza. O governo iraniano também pediu providências à ONU.
A escalada ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. As tratativas mais recentes haviam ocorrido em Genebra, dois dias antes dos ataques.

