Tarcísio defende fim da Cracolândia e destaca leilão bilionário do novo Centro Administrativo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quinta-feira, 26, que a Cracolândia “desapareceu” e rebateu críticas de que o problema apenas teria se espalhado pela capital paulista. A declaração foi feita após o leilão do novo Centro Administrativo do Estado, realizado na B3, em São Paulo.
Segundo o governador, o fim da Cracolândia não ocorreu por milagre nem por dispersão dos usuários, mas por meio de ações técnicas adotadas pelo governo estadual. Ele reconheceu que a dependência química continua sendo um desafio, mas afirmou que a dinâmica de ocupação e comércio a céu aberto foi desarticulada, com foco atual na assistência e descentralização do atendimento.
O leilão do novo Centro Administrativo, estimado em R$ 6 bilhões, foi vencido pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro, que ofereceu desconto de 9,62% sobre a contraprestação máxima de R$ 76,58 milhões. O grupo é formado pelas empresas Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RKZ Empreendimentos e Iron Property.
O projeto é tratado pelo governo estadual como símbolo da gestão e peça estratégica para revitalização da região central da capital, especialmente na área de Campos Elíseos. A proposta prevê concentrar cerca de 40 estruturas administrativas atualmente espalhadas pela cidade, permitindo, segundo o governador, a racionalização de imóveis públicos.
A agenda de requalificação do centro inclui ainda a PPP de desenvolvimento urbano do Centro Histórico, estimada em R$ 2,5 bilhões, e a proposta de transformação da área da Favela do Moinho em parque e estação de trem, iniciativa que gerou embates com o governo federal, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O evento contou com a presença do vice-governador Felício Ramuth; do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado; do prefeito da capital, Ricardo Nunes; além dos secretários estaduais Gilberto Kassab, Rafael Benini e Guilherme Afif Domingos.
Durante a cerimônia, Ricardo Nunes também fez críticas ao governo federal, mencionando o volume de recursos destinados ao pagamento de juros da dívida pública.

