Diretor da PF diz que avanço em investigação do Banco Master dependeu de “coragem” de Galípolo
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira, 10, que o progresso das investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master só foi possível graças à atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Segundo Rodrigues, o avanço do inquérito decorreu da cooperação entre a Polícia Federal e o Banco Central, além da decisão de Galípolo de compartilhar com a corporação informações oriundas de apurações internas conduzidas pela autoridade monetária.
De acordo com o diretor, a investigação pode revelar o maior crime já registrado no sistema financeiro nacional envolvendo uma instituição financeira. “Essa atuação conjunta permitiu esclarecer aquilo que, não tenho dúvidas, configura um crime, possivelmente o mais grave já identificado no sistema financeiro nacional envolvendo uma instituição financeira”, declarou.
Rodrigues acrescentou que Galípolo deu continuidade a um processo iniciado em gestões anteriores e encaminhou os dados à Polícia Federal conforme determina a legislação. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm manifestado apoio ao presidente do Banco Central, defendendo que ele agiu com rapidez ao determinar a apuração das suspeitas.
O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Em 16 de janeiro, o magistrado concedeu prazo adicional de 60 dias para a conclusão das investigações. Conforme Andrei Rodrigues, a expectativa é finalizar o inquérito principal dentro desse período, incluindo a consolidação das medidas já adotadas, como a prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A Polícia Federal informou que trabalha na elaboração do relatório final, sem descartar nenhuma linha de apuração.

