Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 73 anos em Brasília
Ex-titular da Defesa e primeiro ministro da Segurança Pública do país, Jungmann lutava contra um câncer no pâncreas
O ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), entidade da qual era diretor-presidente desde 2022. Ele enfrentava um câncer no pâncreas e estava internado desde sábado (17), após sucessivas hospitalizações nos últimos meses.
Com uma trajetória de mais de cinco décadas na vida pública, Jungmann ocupou quatro ministérios ao longo da carreira e exerceu três mandatos como deputado federal por Pernambuco. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Já na gestão Michel Temer, esteve à frente do Ministério da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil.
Ainda no governo Temer, coordenou operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o uso das Forças Armadas em estados afetados por crises na segurança pública.
Na trajetória parlamentar, ganhou projeção nacional em 2002, quando foi eleito deputado federal. Foi reeleito em 2006 e, em 2012, conquistou mandato como vereador do Recife. Também atuou como vice-presidente da CPI dos Sanguessugas e integrou a Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre a comercialização de armas.
Jungmann teve passagem por diversos partidos ao longo da vida política, entre eles MDB, PPS e PMDB. Na juventude, militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Além da atuação ministerial e parlamentar, presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Chegou a ser investigado por suspeitas de irregularidades em contratos firmados durante sua gestão no Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas o inquérito foi arquivado pela Justiça Federal.
Em nota, o IBRAM destacou o compromisso de Jungmann com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo institucional, ressaltando sua atuação à frente da entidade e a condução de uma agenda voltada aos princípios ambientais, sociais e de governança.
Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. O velório e a cremação serão realizados em cerimônia restrita a familiares e amigos, em Brasília.

