Ex-secretários de Boulos manterão salários por seis meses após demissão
Decisão gera debate sobre o uso de recursos públicos e privilégios na administração
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A decisão do prefeito Guilherme Boulos de manter o pagamento integral dos salários de secretários exonerados por seis meses após suas demissões gerou um forte debate sobre o uso de recursos públicos e os privilégios na administração pública. A medida, que permite que esses ex-secretários continuem recebendo seus vencimentos enquanto não ocupam mais as funções, levanta questionamentos sobre a responsabilidade fiscal e a eficiência na gestão do dinheiro público.
A população, em geral, cobra cortes de gastos desnecessários e maior austeridade nos recursos públicos. A manutenção da folha de pagamento para pessoas que não desempenham mais suas funções oficiais é vista por muitos como um desperdício de recursos, especialmente em um momento de pressão por eficiência no setor público.
Especialistas em administração pública alertam para os riscos de normalizar esse tipo de prática, que pode incentivar a continuidade de benefícios para ex-funcionários, sem que haja justificativas plausíveis para tal investimento de recursos. A situação está sendo acompanhada de perto por organizações que defendem a transparência fiscal e o uso consciente do dinheiro dos contribuintes.
Foto: Breno Carvalho

