Felipe Leitão chama investigação da PF de ‘armação da oposição’ e nega irregularidades

O deputado estadual Felipe Leitão (MDB) classificou como uma “armação da oposição” a investigação instaurada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de compra de votos, coação de eleitores e uso indevido da estrutura pública em Bayeux, na Grande João Pessoa.
O parlamentar afirmou que a denúncia que deu origem ao inquérito é anônima e, segundo ele, não apresenta provas ou fatos concretos. Felipe também afirmou que a divulgação do caso, a dois dias da eleição, teria como objetivo atingir sua imagem e influenciar a decisão dos eleitores.
“Isso é uma armação da oposição. É uma denúncia anônima, sem apresentação de uma única prova, sem um único fato concreto e que aparece justamente a dois dias da eleição. Querem criar uma narrativa para atingir a minha imagem e interferir na decisão do eleitor”, declarou.
O deputado disse ainda que não se opõe à apuração da Polícia Federal e afirmou não ter motivos para temer a investigação. “Quero que investiguem tudo. Não tenho absolutamente nada a temer. O que não aceito é que uma denúncia anônima, sem prova e sem fundamento apresentado até agora, seja utilizada politicamente para tentar destruir uma candidatura a 48 horas da eleição”, afirmou.
O que a PF investiga
O inquérito foi instaurado nesta sexta-feira para apurar denúncias de possível compra de votos, coação de eleitores e utilização indevida de estrutura pública em Bayeux para favorecer a candidatura de Felipe Leitão. A investigação teve origem em informações encaminhadas pela Ouvidoria do Ministério Público da Paraíba.
A portaria menciona uma denúncia sobre um suposto acordo entre integrantes da administração municipal e pessoas apontadas como ligadas ao tráfico de drogas nos bairros Mário Andreazza e São Lourenço. O documento também cita a vereadora Iara Caetano e um assessor identificado como “Netinho Motos” como supostos intermediários de articulações políticas nas comunidades.
A denúncia também relata uma possível distribuição de dinheiro e cestas básicas em troca de apoio eleitoral. Outro trecho menciona uma suposta entrega de valores a vereadores da base aliada, que seriam posteriormente distribuídos por um homem conhecido como “Zezito da Banca”.
As acusações ainda estão em fase de apuração e não representam, até o momento, fatos comprovados. O próprio procedimento tem como objetivo justamente verificar a existência ou não das irregularidades relatadas.
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, nenhum parlamentar foi formalmente incluído como investigado até o momento. Eventual investigação envolvendo deputado dependeria de autorização judicial em razão das regras de competência relacionadas ao foro.
O caso foi classificado como prioritário pelo Grupo de Investigação de Crimes Eleitorais da Polícia Federal. Equipes realizaram diligências, incluindo levantamentos de campo, verificação de endereços e identificação de pessoas mencionadas no procedimento, para subsidiar a análise da Justiça Eleitoral e do Ministério Público.


